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A crescente demanda por tecnologias alternativas, de natureza limpa e sustentável, tem fomentado o desenvolvimento e aprimoramento de equipamentos que utilizam a energia solar para a desidratação de frutas e sementes. Tais dispositivos vêm sendo mundialmente utilizados há milhares de anos, entretanto, permanecem incomuns na Serra Gaúcha, região de grande produção de uvas e maçãs para consumo in natura no estado do Rio Grande do Sul, local onde estão estabelecidos o IFRS - Câmpus Farroupilha e a empresa Silvestrin Frutas, parceira neste projeto. Buscando a apresentação de propostas para a difusão de secadores solares na Serra Gaúcha e, por conseguinte, para o incremento regional da produção de frutas desidratadas, desenvolveu-se um trabalho de concepção, simulação, construção e análise experimental de um Secador Solar Indireto Passivo com Chaminé. O protótipo, subdividido em coletor solar, câmara de desidratação e chaminé, foi construído priorizando materiais de baixo custo, mas que não comprometessem o seu desempenho. O dispositivo foi submetido a experimentos, em que se observou: comportamento do coletor solar muito próximo ao simulado, obtendo-se uma eficiência de 87% no equipamento; satisfatória elevação na temperatura na saída do coletor; e desidratação de maçãs com redução de 89% da massa com 32,78 MJ de energia entregue ao sistema. O PayBack do protótipo foi estimado em dois anos. |
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