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O presente estudo analisa o contexto de uma escola rural localizada
no município de Gravataí, Rio Grande do Sul, sob a perspectiva da nova
ruralidade e da Educação do Campo. A pesquisa, de abordagem qualitativa,
fundamenta-se em revisão bibliográfica, análise documental e observação
participante, sendo desenvolvida a partir da experiência da autora como
supervisora escolar da Escola Municipal de Ensino Fundamental Albino Dias de Melo. O objetivo principal é compreender como as transformações no espaço rural, marcadas pela urbanização, globalização e avanço da racionalidade neoliberal, impactam a identidade local, as práticas pedagógicas e as formas de resistência cultural no ambiente escolar. O estudo evidencia a importância da valorização dos saberes e práticas tradicionais da comunidade rural, destacando a Carreteada Estadual de Gravataí como manifestação cultural significativa no fortalecimento da identidade e da memória coletiva, atuando como possibilidade
de resistência à homogeneização urbana. Conclui-se que a Educação do Campo deve superar a lógica homogeneizadora das políticas educacionais
padronizadas e promover uma formação enraizada nas realidades locais,
respeitando as especificidades do meio rural. A escola, nesse contexto,
configura-se como espaço privilegiado para o cultivo de identidades, a
preservação da cultura e a construção de práticas pedagógicas emancipatórias frente à nova ruralidade. |
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